We see what we want…

Quantas vezes te aconteceu acreditar em algo que mais tarde descobriste ser mentira? Quantas pessoas te pareceram ser quem na verdade não eram?

Quantos dias passaste a achar que sabias determinados factos mas que de reais tinham muito pouco? Quanto tempo perdeste com as pessoas erradas? Quantas outras deixas-te sem razão para deixar? Quantas lágrimas te escorreram pelo rosto ao perceberes que a vida não é só e apenas o que aparentemente vives? Quantas más impressões já passaste sem saberes porquê e já tiraste de alguém que depois te surpreendeu? Quantos gritos já deste, ainda que silenciosos, na frustração do descobrimento de que tudo o que parece não é?  Quase sempre o que parece é, mas, nem tudo o que parece é. E que cliché deveras realista.

Nós vemos o que queremos e nada mais que isso. Se queremos acreditar que tal pessoa tem bom intimo ainda que já nos tenha feito mal, então é isso que vamos ver. Se queremos acreditar que o nosso namorado ou namorada não nos pôs nenhum par de cornos ainda que isso seja verdade, então é a fidelidade que vamos ver. Se queremos acreditar que ainda não não estamos viciados em tabaco apesar de sermos fumadores, então só os outros o verão e não nós. Se queremos acreditar que estamos gordos ou magros embora estejamos o oposto, então só os nossos olhos estarão bem. Se queremos acreditar que ainda não estamos alcoolizados após litros de bebida alcoólica, então é uma mente sóbria que vamos ver. Se queremos acreditar que temos amizades verdadeiras com quem não soube confidenciar segredos nossos, então é novamente fidelidade que vamos ver.

Vamos ver sempre o que quisermos. O pior cego é o que não quer ver… e que segundo cliché verdadeiro. As oportunidades passam-nos por entre os dedos, passam-nos como o vento, mas basta não as querermos ver, e elas voam. Perdemos oportunidades por andarmos de olhos fechados, por andarmos a ser enganados a torto e a direito pela vida. Pela nossa estupidez de ver a vida de forma inocente. Temos de parar de existir e começar a viver!

Deixamos que poemas bem escritos e prontos a ser decifrados nos passem ao lado enquanto estamos ocupados a ver coisas que não existem, onde não existem, quando não existem. Perdemos minutos preciosos de melodias bem cantadas por não as querermos ouvir. Mas só quando as colunas se estragam é que entendemos que nem música estávamos a ouvir, mas sim barulho. Quantas vezes te perdeste no barulho da multidão, sabendo que estás sozinho? Acabamos por viver em SE’s contantes. E se não tivesse sido assim? E se eu tivesse dito tal? E se tivesse ido ou feito? E se não? A vida é feita de SE’s mas não devia. Nem pode. Mas é…

Nós vemos o que queremos, seja bom ou mau! Vemos o que nos mostram. Nós vemos o que queremos e acreditamos em tudo o que queremos. Só no que queremos.

PORMarta, Alentejo
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