Vou, com vontade de ficar…

Enquanto brincas de deixar-me confusa o tempo passa… Enquanto não tirares a máscara misteriosa que te esconde os sentimentos não farei nada às cegas… Quando constróis essa barreira de timidez com insegurança à tua volta só tu é que perdes… Perdes risos, abraços, beijos, intensidade…

Por mais que não me deixas desvendar a tua verdadeira personalidade, a tua pupila já confessou a muita gente os teus desejos e vontades. Sei que o teu passado ainda assombra-te, que sussurra no teu ouvido tudo aquilo que querias esquecer, que toca a tua pele até arrepiares-te de medo, e quando ele abraça-te aperta tão forte que te impede de caminhar para uma nova história.

Eu sei disso tudo não por conhecer-te – sim, mal nos conhecemos, eu sei – mas sim por saber ler as palavras que o teu corpo grita. Mesmo quando sussurram espontaneamente, elas contradizem os teus atos friamente calculados, com aquelas intenções manipuladoras de emoções.

Mas eu cansei! Cansei de tentar lutar contra os teus medos, cansei de mostrar-te que posso destrancar o cadeado que fechou o teu coração, cansei de sorrir para aquecer a tua alma. Cansei-me de ti. Vou embora.

Quero cafunes, chocolate quente, e alguém que me faça cocegas quando eu sentir tédio. Infelizmente parece que não és tu, e não, não estou a abandonar-te, apenas sinto que é o melhor para mim… Fica sabendo que quero ficar, mas não vou iludir-me mais. Não, não é um ADEUS… penso que é um até já…

Estarei aqui, não digo que estou à tua disposição, até porque não sei quem pode aparecer no meu caminho… e se eu tropeçar e decidir seguir por outras direções? Já pensas-te? Provavelmente não… então até já!

Ahh… e lembra-te que adoro quando esqueces os teus olhos nos meus… e disfarçadamente tentas esconder o tímido sorriso…