Voltaste…

Voltaste… Que saudades tinha de ti!

No dia em que partiste marcamos um novo reencontro, aqui, no nosso refúgio que tão bem conheces, onde já fomos tão felizes. Onde nos conhecemos e exploramos um ao outro como as profundezas do oceano. Até ao infinito.

Lembras-te daquelas nossas noites?

Deitados seminus, fundidos quase um no outro, na areia doirada escaldada pelo calor do sol, o nosso deserto. O esconderijo, onde eramos e podíamos ser tudo aquilo que quiséssemos e imaginássemos. O frio da escuridão a envolver a nossa pele e a trazer à superfície sensações únicas inexplicáveis. As estrelas e a luz da lua cheia a incidirem em nós e a testemunharem o que nos une, os laços, a cumplicidade, o amor. A paixão. Pura felicidade. Um conjunto de coisas que jamais se explicam seja de que maneira for, fazem-se pinturas, esculturas, poemas e canções, mas chega-se ao fim e a pergunta é sempre a mesma. Afinal de contas, o que é realmente o Amor?! Como podemos defini-lo?! Qual é o principal ingrediente para sermos verdadeiramente felizes?

O amor e a felicidade completam-se como duas peças de um puzzle de formas irrevogáveis, que só se encaixam uma na outra. Isso é o amor, duas almas gémeas perfeitas unidas para sempre.

Faz-se silêncio, escurece e sussurramos os nossos segredos, damos gargalhadas, contamos histórias. Nada é mais importante do que nós. Do que aquilo que sentimos. Envolvemo-nos novamente.

Prometemos que nada do que tínhamos e temos seria em vão. Que a distância que nos separava era apenas uma mera questão de números. Que em breve voltaríamos a estar juntos e que desta vez seria para sempre. E cumprimos. Cumpriste mesmo e como sempre com o prometido. Estás de volta. Para mim. Para recomeçarmos tudo outra vez ou quem sabe para continuarmos aquilo que ficou estes meses todos em stand by.

O tempo parecia não querer avançar para te trazer para junto de mim. Contava os dias. Até que chegou o grande dia. Vestida com o vestido que me ofereceste naquelas férias a dois. Pus o melhor sorriso e fui ter contigo. A ansiedade a consumir-me para te ter nos meus braços. Corri para ti. Abraçamo-nos.

Beijamo-nos. Trocamos juras de amor eterno.

Nunca mais te vou deixar. Já não sei viver sem ti. Sussurraste-me.
Abracei-te ainda mais.

Naquele momento… Voltaste a transformar-me no melhor que eu posso ser.


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