Volta para mim…

Perdi tudo. Perdi quem me dava sentido à vida. Perdi-te.
Perdi quem eu queria viver tudo de uma vez, sem medidas, sem hesitações.
Talvez até tenha sido sonhador demais, mas foi sempre assim que eu fui feliz.

É nas utopias em que eu acredito, em que eu deposito todas as minhas forças.
Mas agora vejo-me sozinho, sem caminho por percorrer e sem razão para olhar em frente.
Olho para a miragem, para as nuvens a baterem de forma feroz, e a noite está escura.
Está demasiado escura para um coração tão triste, e que só chora.
E ele grita. Grita quando sonha acordado, quando foge dos pesadelos assombrados.
Quando se lembra dos momentos felizes que juntos passaram.
A primeira dança, o primeiro beijo. A forma como eu te cantava para adormeceres.
Eu pensava que éramos os dois estrelas, estrelas cadentes, mas eu continuo aqui.
Não parti, não fugi para longe, não vivi tudo para depois desaparecer.
Como o nosso fim chegou? Como eu não fui capaz de impedir tudo isto?
Estou doente. Estou dorido. Já nem consigo andar e seguir por aí.

Apenas peço que tu fiques, que voltes para quem te ama verdadeiramente.
Para a eternidade da nossa paixão.
Volta para mim…


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