Você me ensinou a amar!

Você sempre foi de muitas palavras.

“Eu te amo. Você é o amor da minha vida. Ficaremos juntos para sempre. Meu amor por você não tem fim.” E eu sempre me derretia toda – não conseguia me negar à sensação de me sentir  amada pelo teu charme que me cativava como nunca acontecera antes com ninguém, e teu modo tão atencioso que não me deixava faltar sequer uma palavra que não me viesse à cabeça. Você era todos os homens do mundo em um só. Você era vento suave e eu tempestade; você era doce e eu salgado; você era luz que iluminava minha escuridão…você era puro amor e eu paixão.

Tudo que habita em mim agora tem o pedaço teu e o timbre da tua voz me confundia com o som das harpas dos seres celestes. Sim! Essa tua voz que costumava ser motivo de zombaria, virou garantia de um riso sincero quando tu recitava teu amor ao meu ouvido. E sequer um dia pensei que tu seria o amor da minha vida, o meu alicerce. E tu virou a asa que me faz voar,  o fôlego que me faz continuar!

Nossos momentos sempre foram repletos de idiotices, brigas e muito amor. Você me amara tão intensamente que eu mal conseguia acreditar que podia ser real, e não acreditei. Não acreditei que poderia ser amada por alguém. Não acreditei que alguém estaria disposto às maiores loucuras comigo, disposto ao maior desafio: para sempre comigo. E era o que você sempre me disse…que nunca me deixaria, nem mesmo quando morresse.

Bati o pé e te amei pela metade, te amei de esperança vazia pra não viver a decepção de te ver indo embora dizendo que não me queria mais. Era difícil, pois você me salvou de tantas horas e dias de lágrimas ao vento, que ninguém via, ninguém se importava – mas você viu e não as secou, mas fez com que elas não existissem mais.

E só descobri que não permitir-me te amar intensamente por trauma foi meu maior erro no nosso aniversário de dois anos de namoro. Quando minha respiração parou por um segundo, meu coração bateu lentamente e meu cérebro tentava excluir naquele momento a imagem de você sendo atingido por uma balada perdida. Foi tudo tão rápido: a polícia, os assaltantes de banco correndo, gritaria…e você caindo ao chão olhando nos meus olhos como se suplicasse um abraço que o salvasse de tudo, desses que só você sabia dar.

Meu corpo ficou mais gelado que o teu, eu gritava por socorro e ao chegar a ambulância eu só pude ouvir seu último “eu te amo” sussurrado ao pé do meu ouvido. Você se foi, mas levou um pedaço de mim. Você era tudo pra mim, mas eu não deixava ser e eu que nem sempre fui tudo pra você, se esforçava para que eu fosse…desde o início em que mal nos falávamos.

Eu te amo, e acredito na tua palavra de que nunca me deixaria, mesmo após a morte. Pois você pulsa aqui dentro a cada segundo do meu dia, me fazendo lembrar sempre que nunca deixemos de amar por medo, pois o que machuca, não é o amor, mas sim a falta dele.

Você me ensinou a amar.