Uma viagem ao inconsciente


Hoje fui à praia e do nada pensei em duas coisas.

Estava a olhar para o mar, a lembrar-me da vida e a sentir o vento. Apreciei cada onda do mar como se fosse o meu coração a bater.

Do nada, decidi deixar uma marca naquela praia em que estive hoje.

Tive a ideia de escrever o meu nome na areia… Não só decidi escrever o meu nome como colocar as conchas por cima das letras.

Ao escolher as conchas, impressionei-me pelas conclusões que a minha cabeça tirava.

Estava a escolher as conchas, não escolhia aquelas que são comuns, aquelas que são todas iguais. Escolhi as que eram diferentes e pensei: não sei porque as pessoas que são diferentes se sentem inseguras no meio de tanta gente igual? Porque haveriam de se sentirem inferiores? O diferente é o mais apreciado, é aquele que ninguém irá conseguir copiar. É aquele que luta e não imita os feitos de ninguém. Ser diferente, é ser único. Ser diferente é um dom!

Porque haveria eu de escolher conchas todas iguais? Se tenho oportunidade de escolher diferentes, porquê escolher igual?

Porque haveria de ter vergonha de ser eu própria? Os outros é que deviam ter vergonha de serem todos iguais. Todos cópias uns dos outros.

Adoro ser eu!

Outra coisa em que pensei foi:

Na altura em que estava a colocar as conchas em cima das letras, uma onda do mar resolveu passar por cima. Fiquei chateada e chamei estúpido ao mar como se ele me ouvisse. Olhei para as minhas letras… E já não via as letras, mas sim uma grande quantidade de conchas. E pensei: “Será que ele me quis ajudar, para eu colocar as conchas mais rápido em cima das letras? Mas não ajudou, as letras já não se notavam. Ainda fez pior.” Comparei isto aquelas pessoas que nos querem ajudar, mas que atrapalham em vez de ajudar.

Apressei-me chateada para ir embora e decidi escrever com o meu pé: Be you!

Foi assim que acabou um dia de praia.

E o que tenho a dizer é que sejam vocês mesmos, imitações não faltam por aí.

Sejam únicos e vivam!

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