A verdade sobre as mães!

As mães são provavelmente os seres mais desagradáveis na história da humanidade.

Dizem-te «não» constantemente. Proíbem-te por motivos insignificantes. Nunca estão satisfeitas com os teus resultados. Não te dão aquela prenda fantástica que custa os olhos da cara.

Acham que é tua obrigação cozinhar, limpar, estudar, trabalhar (não nesta ordem, necessariamente). Cobram-te aquele favor que deverias ter feito há uma década. Resmungam quando não fazes todo de acordo com o que elas esperam. Impõem regras chatas. Não te deixam participar naquela viagem com os teus amigos. Não toleram que namores com alguém inapropriado para ti. Não gostam do teu amigo «tal» e consequentemente proíbem-te de saídas com ele. Acreditam desmesuradamente no que os outros dizem de ti. Julgam cada passo, cada erro, cada defeito, cada problema. Esquecem-se que tens sentimentos. Não entendem porque choras, porque sorris, porque queres isto e não aquilo. Dizem-te «não» constantemente. Já referi isso?

São imensas as situações aborrecidas e desagradáveis em que te colocam. Elas gostam. Gostam mesmo. De ver-te definhar contra a autoridade delas. De ver-te mofar no quarto cheia de raiva. De ver-te estudar afincadamente quando querias era ter ido à festa. À bendita festa que te foi proibida. À bendita festa onde estão todos os teus amigos. Menos tu.

As mães são chatas. Credo. Não olham para ti como um adulto. Não reconhecem que cresces. Não te deixam voar. Prendem-te as asas. Cortam-te o impulso. Destroem-te as vontades.

Mas protegem-te. Tudo o que fazem é para te proteger.

Elas são chatas, aborrecidas e desagradáveis porque conheceram a realidade do mundo, muito antes de nós. Porque ambicionam para nós o melhor. Porque esperam de nós o melhor.

Elas não querem que sejas o mais inteligente da turma, ou a mais recatada do grupo. Elas querem apenas que sejas feliz. Que entendas que podes viver grandes aventuras sem precisar seguir os passos dos outros. Elas sabem que lucras mais quando fazes as coisas por tua própria vontade e responsabilidade do que quando apenas tentas agradar os amigos, o namorado, os colegas do trabalho.

É verdade que é difícil tentar voar sob a asa delas. Mas se não fossem as suas asas quando chegaste a este mundo, tu não estarias aí, de pé, erguida, com a cabeça levantada, com uma mão cheia de sonhos.

Talvez agora custe olhar ao bem que elas nos fazem. Mas irás agradecer todas as regras chatas que ela te impôs, num futuro, não muito distante. Pois as escolhas delas, tornaram-te parte do que és hoje.

PORLetícia Brito
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