Venci a guerra ao vicio que tinha de ti

Saudade dá, está sempre aqui, mas lá tento disfarçar, durmo, tomo um café saiu até de madrugada refugio na noite e nos sorrisos da mesma e pronto finjo que esqueço.

A verdade é que passei a amar-me, passei a gostar mais de mim do que de ti.

Agora que olho para o passado vejo que não mereces a mulher que sou.

Tiveste o melhor do mundo, tiveste o amor incondicional, a loucura da paixão e acima de tudo uma grande mulher e para infelicidade tua perdeste tudo.

Depois do fim eu ainda insisti, ainda corri atrás como se ainda não tivesse sofrido o suficiente, como se ainda não tivesse suportado e tolerado o que mais nenhuma outra era capaz.

Porém novamente, não abriste olhos há grande mulher que tinhas ao teu lado.

Sim! Eu sou essa grande mulher!

Venci a guerra ao vicio, ao grande vicio que tinha de ti.

Estou leve, leve como o vento e brilho como o sol.

Deixei de viver para ti, para a tua opinião , para as tuas ordens e teus julgamentos.Passei a viver para mim, para as minhas ordens.

Agora sou livre. Agora valorizo-me, gosto da pessoa que sou, não mudo por ninguém, nem admito ser sombra de homem algum.

Sei que te arrependerás, com o tempo eras perceber o que perdeste, talvez arrisco a dizer que estás arrependido. Pena de só teres valorizado verdadeiramente quando perdeste. Mas agora só resta as lembranças.

Além de tudo, de ti só quero recordar o bem, dos nossos longos anos de amor, porque fui muito feliz e porque foram os melhores anos da minha vida, foi onde aprendi a amar.

Apenas aprendi tenho de ser feliz.

Infelizmente venci a guerra mas, não a batalha.

A batalha de te amar,

Para sempre a tua miúda.