VEJO-ME numa (pro)cura constante!

SEM perceber porquê perdi-te e deixei de fazer falta. Deixei de ser uma das soluções para ser a última das opções em falta de melhor. Adoeci de tanta dúvida, pergunta e inquietação.

Chorei as palavras que não tive coragem de pronunciar. Tossi as vontades que deixei de poder ter. Em alguns lenços deixei algumas das verdades que me custaram ver e acreditar, alguns dos sonhos que deixaram de fazer sentido realizar e tantas memórias que quis com toda a minha força apagar.

A FORTALEZA que pensei que éramos, foi invadida e destruída como um castelo de areia perto do mar, o que ao mesmo tempo o torna mais forte e inacessível também o desmorona numa fração de segundos.

AGORA por chão me vi erguer, percebi que não valias tanto o quanto me estava a entristecer, enquanto corrias de alegre sem perceber a falta que me fazias. Era inútil falar contigo, estar contigo, porque deixei de sentir, deixei de querer, deixei de poder e com tudo isto deixei de te necessitar.

Vim em busca de uma ‘cura’ !!!

VEJO-ME numa (pro)cura constante do melhor de mim do melhor do mundo, depois de deixares de o ser para mim tudo passou a ter uma outra clareza e verdade menos florida e sonhada mas mais leve e amadurecida. Ficarás para sempre na minha história e memória, mas “AGORA SOU EU COMIGO E COMIGO SEREI EU!” Um pouco de egoísmo não faz mal a quem sempre se preocupou primeiro com os outros.

VIAJO nesta (pro)cura incessante que tem tanto de curioso como de inquietante. A cura está nos sorrisos que partilhamos, está na procura que cada um faz do outro e está na vivência e existência de pessoas que te fazem viver.

PENSO ter descoberto a “cura” para nós, mas ainda não ouvi nem senti o teu (pro)curei-te do mal que te fiz, talvez porque ainda não procuraste a verdade da minha insatisfação.

“UM DIA ‘curar-me-ei’ desta (pro)cura, quando procurares a ‘cura’ para o meu sumiço.”

PORVanessa Sousa
Partilhar é cuidar!