Vale a pena amar?

Talvez o amor seja realmente aquele conto de fadas que lemos nos livros, vemos nos filmes e sentimos nas músicas.

Não é isso que sentimos quando estamos apaixonados? Que os problemas arranjam sempre maneira de se resolverem? Que a bebida sabe melhor, que os abraços apertam mais, que os sorrisos encantam mais e mais?

E depois vemo-nos ligados a outra pessoa, a outra alma? Tudo isso acontece, e todos procuramos nos apaixonar desalmadamente para podermos sentir tudo isto.

E quando acabamos, quando o elo entre almas se corta? Vemo-nos agarrados à bebida na esperança que ela nos console, agarramo-nos às pessoas na esperança que o abraço nos alivie o peso de uma perda, vemos sorrisos mas não sorrimos.

Procuramos mil e uma maneiras para preenchermos aquele buraco, para não cairmos nele e ficarmos lá presos. “Ah isso é só o início, já passa”. “Não há nada que o tempo não apague”. Será verdade?

Se as coisas fossem assim tão simples o amor teria um interruptor, que ligávamos e desligávamos quando quiséssemos e com quem quiséssemos. Não tiremos o significado de algo tão simples e cru como amor.

Entreguemo-nos de corpo e alma para a vida. Aproveitemos a alegria de viver e não de sobreviver. Porque amores há muitos, mas vida só temos uma.

PORPedro Catanho
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