Vai, sem medo de se afogar!

Me responde uma pergunta? Tu não cansas de ficar carregando essa mala, que mais parece uma âncora, repleta de retalhos do teu passado? Mágoa, desilusão e dor; três sentimentos que crescem pelo medo que tu tens de seguir em frente, de enfrentar os fantasmas do teu passado e começar a viver isso que, atualmente, tu chamas de vida.

Eu juro, de pé junto que eu voltaria no tempo e impediria que ele – esse que partiu teu coração em pedacinhos – entrasse na tua vida. Sinto lhe informar que esta possibilidade é remota, para não dizer nula. Então que tu achas de mergulhar no presente? Existe um oceano inteirinho à tua espera, e posso te garantir que há peixes, muitos peixes que esperam apenas uma oportunidade para te conhecer e fazer com que essa mala fique exatamente onde devia estar: no passado.

Sei que tu estas insegura e deve estar pensando: “vou não vou? Vou não vou?”. Acertei? Quer saber o por quê? Já estive do lado que tu te encontras. É angustiante a possibilidade de nos entregarmos a alguém e terminar reprisando aquele passado doloroso. Quer saber porque pulei? Me dei conta que a dor faria morada em meu peito caso eu não pulasse. Seria minha companhia por sabe-se lá quanto tempo. Se tu não pulares, jamais descobrirá o que te espera, do contrário, já sabes quem te aguarda.

Agora vêm! Mergulha de cabeça na vida. Mergulha, nem que seja tampando o nariz. Mergulha e deixa os julgamentos alheios sobre ti na areia. Mergulha com um sorriso debochado estampado no rosto. Mergulha e nem liga pro quanto de água que tu vai esparramar. Mergulha e reviva as borboletas que, um dia, voaram em teu estômago. Mergulha e prove do gosto doce que é VIVER, porque salgado mesmo é se prender ao que te causa dor. Mergulha sem pudor, deixa teu coração pulsar, com direito a paradinha feito escola de samba e tudo.

Vai! Mergulha sem medo de se afogar. Você perdeu muito tempo molhando somente os pés.


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