Vai, arrisca!

Nunca conhecemos verdadeiramente alguém, nem que tenhamos ao nosso lado a pessoa mais aberta e transparente. Há sempre vírgulas e parênteses que nos escapam, por mais atentos que sejamos. Assim como ninguém nos conhece a nós próprios. E, às vezes, nem nós próprios nos conhecemos. Chega a ser frustrante essa imagem da realidade, mas não demora muito até que a tenhas como verdadeira. Somos quem mais tempo passa connosco e mesmo assim chega a ser difícil percebermos por que raio fizemos ou dissemos isto ou aquilo. Ou até mesmo por que raio não o dissemos. Continuamos a ter medo daquilo que nos faz bem em detrimento daquilo que não nos faz nada. Quando, depois de um dia de loucos, voltas a ti, percebes que poderias ter feito muito mais e melhor. Acontece àqueles que ainda não conhecem a sua essência, àqueles que por muito que lhes esteja entalada, ainda não arriscam uma palavra ou uma atitude.

Arriscar tira-nos da bancada e coloca-nos em campo. E jogar contra nós pode ser tão difícil como contra qualquer campeão europeu. Apesar de conhecermos a tática, não nos conseguimos abstrair dos nossos receios, angústias e paranóias. Somos nós contra nós, tu contra ti, eu contra mim, sem qualquer hipótese de substituição. Mas vai, arrisca!

Estás apenas dependente do teu empenho, esforço e dedicação. És tu quem decide para onde levas a tua vida e o que fazes dela. Não sejas mais um a queixar-te do que está mal, arrisca-te a viver o que tens de melhor. As coisas, assim como as pessoas, vão e vêm. E é arriscando que conseguimos que isso não nos impeça de ser felizes. Espera-nos uma “luz ao fundo do túnel” que nos trará a maior prova de que tudo valeu a pena.

Por isso vai, arrisca!


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