Um último adeus…

Admito que está difícil de caminhar sem a tua pessoa presente, sinto que perdi o rumo.
Sem ti… Mas antes de tudo o que venha a falar, desculpa, não tive coragem de ir partilhar contigo aquele momento. No dia da tua homenagem, não fui capaz, estava com medo de sentir todas as emoções, os meus olhos não iriam aguentar.

Lamento imenso mas não te sei dizer como esta a tua mãe, se esta boa, se não esta, se ultrapassou o sucedido. Não consigo sequer passar na tua rua quanto menos entrar na tua casa, penso que iria ser um flashback de recordações, das quais não se voltaram a repetir. Nem sabes a agonia a escrever para ti, para aquele alguém que construiu cada pedrinha da minha fortaleza interior, que consequentemente também foi o que fez com que se desmoronar-se, sem reavidação possível.

Agora, passado 12 meses são apenas rochas espalhadas num sitio sombrio dentro do meu corpo que a cada dia me consome.

Por mais que não quisesse, no dia em que partiste eu morri, deixei de existir, tu levaste-me! Sem ti não sou nada.

Imploro-te, podes voltar? Troco tudo o que tenho para te ter aqui. Peço-te…
Tinhas noção o quanto eras necessário na minha vida?
De forma irónica, penso que serei a “queen” da solidão!
Achas bem o que me fizeste? Não foi justo.

Não sobrou nada de mim, nem mesmo uma gota de sangue saudável e que não esteja possuída pela pessoa que me tornei.

Mas entendi que onde quer que estejas eu vou continuar a amar-te incondicionalmente.
Fotografias queimadas, presentes dados mas lembranças nunca esquecidas.

PORVanessa Tusto
Partilhar é cuidar!

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