Um sopro e tudo se vai!

Um sopro e tudo se vai. E assim termina mais  ano, num sopro. Passamos o início de todos os anos a tentar alterar as coisas, desistimos ao primeiro obstáculo, e é assim que as coisas vão ficando mais duras. Inatingíveis. Impossíveis.

A meio do ano já não há nem memória nem sombra das promessas que foram feitas, foram-se tal como o ano que acaba, num sopro. E é assim que as coisas vão ficando mais duras. Inatingíveis. Impossíveis.

Acabamos o ano, com um saco de pedras aos ombros  carregadas da expressão mais temida  do mundo: “e se?”. E o hoje acaba, e o amanhã não tarda faz parte do passado. E as coisas vão mudando, e nós no mesmo lugar. No mesmo lugar onde estávamos à 5 anos atrás, à espera do momento ideal, da altura ideal, da ideia ideal, do raio que o parta ideal para mudar a vida e…mais um ano passou.

E assim o tempo vai passando, num sopro. E resume-se assim o significado de vida, um sopro. Tomamos tudo como garantido, o amor, a amizade, a família, o novo carro, o novo emprego, e um dia tudo se vai, num sopro. Complexamente simples assim. A vida és tu!

Onde estás tu? Quantas dores trazes no peito? Quantos “e se” carregas às costas? Sabes qual é a diferença entre a pergunta “e se?” E a resposta? Um acento. Sê. E sê. E sê outra vez. Sê tu. Sê uma fada. Sê um fadista. Mas sê! Sê real. Sê quem és. Sê quem queres ser. Mas sê, por ti.

Para chegares ao final do próximo ano e sentires que foste. Foste chato. Foste feliz. Foste chorão. Foste brincalhão. Foste pintor. Foste poeta. Foste tu.  E só assim a vida não se vai num sopro, és tu o sopro que comanda a tua vida.


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