Um sentimento chamado amor

Hoje fui invadida por uma questão inquietante, um pensamento que me deixa perplexa. O que é o amor e o que este significa realmente?

Hoje em dia o amor tornou-se numa coisa tão banal que chega a ser proferido por bocas secas de emoções que, simplesmente, corrompem esta palavra, usando-a sem se aperceberem do real valor que ela tem. O amor foi resumido a uma mera palavra insignificante que, como tantas outras, só serve para constar num dicionário velho e esquecido numa estante.

Para algumas pessoas este sentimento não passa de uma lamechice foleira que só serve para entreter os idiotas. E se assim é, então eu sou uma idiota. Chamem-me maluca se quiserem, eu não me importo. Sou uma espécie de romântica compulsiva que não deixa de acreditar no amor, apesar de às vezes este nos deixar de rastos, nos destruir por dentro.

Por vezes o amor mostra-nos a sua faceta mais escura e dolorosa. Arranca-nos a alegria, rouba-nos o melhor de nós, mata-nos lenta e dolosamente e só nos deixa uma alma magoada.

No entanto apercebi-me que não é o amor em si que nos magoa. Este sentimento é, apenas, uma desculpa que usamos para encobrir os erros de alguém ou a impotência de nada poder fazer perante a força do destino. Não sofremos por amor, mas sim por alguém.

Por isso, não acho que o amor seja uma futilidade, até porque não passa de um sentimento, uma reação no nosso cérebro, à qual não temos controlo.

Eu acredito no amor e, volto a repetir, sou uma romântica compulsiva, mesmo vivenciando a pior faceta deste sentimento.

Algures por aí há alguém por quem vale a pena deixar crescer este sentimento, alguém que nos desperte a nossa melhor parte, que nos faça sentir vivos. Uma pessoa que nos faça perder o juízo, que nos leve ao extremo da loucura, mas ao mesmo tempo nos deixe sãos. Alguém que nos tire o fôlego e nos dê a conhecer um amor tão intenso que chega a doer e a queimar por dentro.

E agora eu pergunto: quem é que não precisa de amor?

Todos nós necessitamos deste sentimento para nos sentirmos vivos. Aliás, o que seriamos sem ele? A nossa existência resumir-se-ia à insignificância, seriamos meros humanos mecanizados, vazios de emoções e sentimentos.