Turbilhão de sentimentos!

Desesperante este turbilhão de sentimentos que me invadem a alma a cada dia que passa.

Estou perdida na vida, desconheço os meus objetivos, deixei de viver por mim para viver em função de outra pessoa. Exatamente como uma carta fora do baralho é como me sinto, aparte do mundo sem direção a seguir.

Se pudesse fugir deste mundo sem olhar para trás, deixar tudo o que guardei até agora. Nada me prende, já nada me surpreende, tudo o que resta de mim são pequenos pedaços estilhaçados. Sinto-me perdida de mim mesma, sem ponto de retorno, não sei como me voltar a encontrar, estou numa escuridão sem fim, sem ninguém que me dê a mão ou me ofereça um abraço e me diga “vai ficar tudo bem”.

Desculpa por tudo, desculpa ter tomado uma decisão precipitada em relação ao nosso futuro. Desculpa amar-te tão um modo tão egoísta ao ponto de me esquecer a mim e de quem passei a ser por ti. Desculpa a vida que tivemos de enfrentar, desculpa ser tão obstinada e teimosa.

Desculpa por me teres tornado como garantida, a culpa foi minha, por te ter dado tanto amor, sem nunca pedir nada em troca.

Desculpa tantas vezes ter sido desajeitada, era a forma como ficava quando estava junto a ti. Desculpa todos os beijos que te dei sem permissão e de todas as vezes que, por carência, te pedi um abraço, ainda não tinha percebido como gostavas de guardar o amor só para ti.

Desculpa todas as vezes que te tentei mudar, devia eu já saber que uma pessoa não muda, lá no fundo é sempre igual, e eu devia ter sabido, sempre que te tentava arrancar uma carícia que fosse. Desculpa todas as minhas tentativas em ir em buscar da nossa felicidade.

Desculpa todos os confrontos que te fiz, de todas as explicações que te exigi, desculpa a tua desonestidade comigo, as mentiras que foste construindo para me iludir. Desculpa todos os momentos que presenciaste a minha fraqueza, em que tiveste de ver as lágrimas cair pelo meu rosto e os olhos vermelhos e inchados, desculpa a tua falta de apoio nessas alturas.

Se alguma vez foi amor, desculpa… enganaste-me bem.

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PELA WEB

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