Tudo o que eu mais quero, é o melhor para ele!

Custa-me vê-lo entregar-se a alguém que não o ama nem metade do que eu o amo. Custa-me ouvir certas coisas e esquecer o facto de que não posso reclamar de alguém que não me deve explicações. Custa-me saber que está tão perto, e ao mesmo tempo, tão longe. Custa-me, nunca mais chega o dia em que o meu abraço será a única coisa capaz de o reconfortar. Custa-me pois não falei quando podia. Não disse tudo aquilo que sentia. Não me agarrei com a força necessária.

Perdi-o, e a pior parte no meio disto tudo, é que me perdi a mim também.

Sei que o erro foi meu, e é isso que custa a engolir, porque o que estraga a felicidade é o medo de dizer que não está tudo bem. O medo de ir em frente. O medo de tomar iniciativa.

O amor aparece quando estamos demasiado ocupadas a ser fabulosas! E ele apareceu quando decidi que tudo o que queria para mim estava errado. Ele apareceu quando descobri que não precisava de ninguém para brilhar. Ele apareceu quando eu estava tão ocupada a ser eu própria que nem reparei na sua presença. Ele apareceu quando o meu único pedido era por um final feliz.

Muitos dirão que o timing estava errado. Outros, que não é o tal. E por fim, alguns dirão que o defeito era meu. Mas, o que os outros dizem nunca fez o meu dia. Aliás, a única coisa capaz de alegrar os meus dias era ele aceitar o meu abraço. Aceitar o meu coração. Aceitar-me.

Quero desesperadamente o melhor para ele, e que o melhor para ele, seja eu. Somente eu.

PORRachel Stefan
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