Tudo em ti ainda me pertence…

“Aquilo que ninguém sabe, ninguém estraga.” Lembras-te ? Provavelmente não, mas eu sim. Não devemos temer a maldade alheia, no sentido de que ninguém é capaz de fazer connosco aquilo a que não estivermos vulneráveis.

Não sabes, mas as coisas por aqui têm sido complicadas embora estejam bem melhores. Pela primeira vez, em muito tempo, eu estou bem. Em determinadas circunstâncias ainda me incomodo com certas coisas, mas aquela saudade ingénua já passou. Foi-se, como tu.

E é desde aquele dia, na praia que te vi passar, eu senti que eras diferente e que valia a pena ficar. Sempre foste a minha base em qualquer situação, o motivo das minhas forças e de cada uma das minhas dores, fossem elas de barriga ou de cabeça. Sempre foste o meu maior motivo.

Primeiro de tudo obrigado. Pelo amor, pela amizade, pelo apoio e por teres ficado do meu lado. Eu gostei de ti, de verdade. Eu gostei de ti mais do que imaginei e fomos para além daquilo que pedi e sequer esperei. Simplesmente gostei de ti. De verdade. Só percebi que a nossa história existia quando decidiste deixar-me e resolveste viver a tua vida. Acredito que, sentiste algo por mim, mas algo que não foi o suficiente para te fazer ficar. Tentei. Tentei fazer-te ficar e não consegui.

Sinto falta de ti, de nós. Sinto saudades de quando passávamos umas boas horas a discutir sobre a coisa mais importante das nossas vidas, o Surf. Eu gostava de saber se eu ainda te corro pela mente. Eu sei que existes, mesmo estando cega, sei que estás ali e saber de ti, faz-me feliz.

Queres saber como vou ? Esbarrei em alguns sorrisos por aí, mas nenhum deles era como o teu. Sei de ti mais do que devia. Sinto que tudo em ti ainda me pertence. O que ficou de ti ocupa o copo vazio, estica-se pelo dia e ocupa a minha mente todas as noites. Achava que iria acostumar-me com a tua ausência, perguntei-me até quando tu ficarias aqui mesmo não estando mais, e o que fazer para me acostumar sem ti.