Tu e Eu Não Somos Iguais!

Eu sei que não posso ter tudo e foi preciso eu ter caído para perder tudo. Eu estou cansada.

Estou cansada de ser o que tu queres que eu seja, sinto-me sem fé e tornei-me insensível, mas, é mesmo assim que temos que ser pois ou és sentimental e eles te fazem cair ou és insensível e fá-los cair.

Eu não tenho ossos de vidro tal como tu. Posso suportar os golpes da vida mas não será fácil. Cometemos erros, não somos perfeitos. Nenhum de nós.

Fico todos os dias à espera que sintas a minha falta e às vezes é preciso perder algo para darmos conta do que tínhamos, e, agora diz-me o que vais fazer quando o mundo não orbitar à tua volta? Voltar? Voltar para o quê? De que serve voltar se se volta para o nada?

Não posso esperar para sempre. Ultimamente, tenho vindo a colecionar decepções.

Observo mentes doentes, sentimentos carentes, consciência inconsciente, que sente, desesperadamente. O meu problema é esperar muito de onde não existe nada. Consegues sentir? Consegues sentir o vazio de estares numa estrada sem início nem fim? Consegues sentir a minha sensação de invisibilidade, de suavidade, de inconsciência, de suavidade, anestésica, de não sentires nada e ao mesmo tempo sentires tudo?

Aquela dor de quando viras a última página do teu livro preferido e parece que perdes algo que te completa. Ficaste incompleto, eu sei e assim ficarás. Sentes-te vazio, perdido, confuso. Esta sensação sabe-me a abstinência, não sei porquê e ela dissolve-se em mim como um sal.

Se eu fosse um quadro? Se eu fosse um quadro seria abstracto, não tenho sentido, não tenho formato. As palavras são insuficientes, às vezes não dizem tudo. Eu passaria a minha vida a indagar sobre a função da lembrança…que não é o oposto do esquecimento, mas sim, o seu avesso. Nós não lembramos, recriamos as memórias, como recriamos histórias.

PORBeatriz Velez
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