Tinhas mesmo de fugir…

Esta manhã, quando acordei, estavas longe. Nem sequer senti o teu beijo, o teu abraço ou a porta a bater. Simplesmente saíste, sem explicação nem porquê.

Estiveste o dia todo com o telefone desligado. Choveu, não sei se sabes. O meu guarda-chuva levaste-o. Eu não me importo. Acho que ainda não sei bem o que é que importa. Talvez o teu beijo madrugador, aquele beijo com que sempre resmunguei.

Tinhas mesmo de fugir, eu sei, tu sabes, para que precisasse de ti.

E a verdade é que preciso. Mas quando voltares deixa-me resmungar mais um bocado.
Eu só te quero aos meus ombros.

Se achas que vivo sem ti, aqui está a prova: sou tão louco, até escrevo para ti sem querer que leias. São estas as palavras que nunca te direi. Porque há amor que se expressa silenciosamente. Tu nunca vais ler isto, porque todo o amor tem palavras por dizer.


PELA WEB

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