Tínhamos tudo e acabámos sem nada…

Posso dizer que nós éramos aqueles que quando juntos, o mundo caía. Ninguém nos separava, nem mesmo aquelas bocas desnecessárias, comentários que eram simplesmente comentários que eram feitos para nos separar… E não é que eu não acreditei nem em uma palavra deles? Foi o melhor que fiz, ou o pior. Pois metades deles eram verdadeiros, mas eu sempre fiz questão em acreditar na tua honestidade, para quê duvidar não é? Os teus “para sempre” pareciam tão reais, ou mesmo aquele “vou lutar por nós, sempre” mais uma vez a palavra “sempre” e não é que ela estava sempre nos teus estúpidos discursos falsos?

Se calhar não éramos assim tão fortes… Não tão fortes como aquilo que eu sentia por ti, e como tu dizias que sentias por mim. Tínhamos tanto, tínhamos amor, sorrisos, toques, alegria, tristeza, feitios iguais, confiança, que acabou em nada, que ironia não achas? Tanto virar em nada.

Bem, admito que de vez em quando criava aquela discussão pequenininha, só para te ouvir, para te chatear um bocadinho, aquela tua azia que eu adorava! Mas que eu sabia que de seguida, íamos ficar bem, sorrir um para o outro, como se aquela fosse mais uma chatice sem importância, que era. Até um dia, que tu causas-te essa discussão pequenininha, na minha cabeça era pequenininha, na tua era um adeus. Foram os dias mais difíceis que tive, chorava nos cantinhos do quarto, refugiava-me na cama, ouvia a música mais triste que havia, e chorava, chorava, como se tu merecesses, como se te importasses…

Percebi que fui mais uma para ti, e tu para mim foste o único.
Passámos de tanto a nada, volto a dizer, que ironia, não achas? Como eu dizer, como estás tu e ela, a tua ex? Irónico também.

PORRafa
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