Ter um amigo é termo-nos a nós próprios!!!

Todos nós temos amizades eternas, independentemente de estas durarem ou não para sempre.

A amizade nasce, tão simplesmente, no reconhecimento da nossa essência, alma para os mais crentes, noutro corpo. No entanto, um amigo não se diz amigo da boca para fora, é preciso prová-lo. Acima de tudo, é preciso estar presente na vida do outro para que isso seja verdade.

Os amigos ao contrário dos amantes não são coisa assim tão rara. O problema reside na prática da amizade. Fazer um amigo é fácil e mais fácil seria manter uma amizade se, a teoria escrita nos livros e muitas vezes tatuada nos corpos, fosse humanizada por quem pensa.

É uma verdade intrínseca o facto de a nossa personalidade ser talhada por quem nos educa no entanto, esta é suportada por quem nos acompanha. Somos a junção de várias vidas, respiramos a alegria dos outros, encontramo-nos nas mesmas gargalhadas, choramos as mesmas feridas, aprendemos a mesma língua e é isso que eterniza a amizade em nós.

Não há amizades iguais, diferentes momentos exigem diferentes pessoas. Há quem acredite que a fugacidade do tempo descarta um leque de amigos da nossa vida porque, segundo os que não encontram nenhuma justificação para tal, a vida é mesmo assim. Fingimos que nos esquecemos que ter um amigo é muito mais do que ter um ombro. Ter um amigo é ter alguém que suporte a mesma dor, que vá ao encontro da mesma fuga. Ter um amigo é ter alguém que nos inquiete a alma, é ter permanentemente a salvação do abismo.

Alguém uma vez disse “se queres amigos para a vida, arranja vida para os amigos” mas, os anos passam e a palavra “amigo” ganha novos significados. Os hábitos mudam, as crenças focam-se noutros pontos, a racionalização ocupa o lugar a emoção e a vida ensina-nos, ou obriga-nos, a olhar para ela de outra maneira.

Com a passagem do tempo as pessoas cometem o erro de se mentalizar da falta de tempo. Não há tempo para nada, caísse numa rotina sombria onde os amigos são lembrados, de quando em vez, mas apenas isso. Perde-se a saudade, o interesse, ganha-se a distância e é aqui que os perdemos da vida, levando-os apenas nela.


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