Tenho-te no meu corpo…

Dá-me um tempo, um segundo em que possa fugir de mim,

Em que possamos ser o que sempre fomos – dois amantes, dois corações.

Deixa-me enlaçar-me nos teus braços, fazendo de ti o que sempre esperei,

Nas noites em que pedia a tua chegada, na minha cama gelada

(hoje aquecida pela tua presença – pela certeza que seremos eternos).

Dá-me a vida, aquela que aprendia a conhecer a teu lado,

Quando um dia irrompeste pelo meu presente – fazendo em mim futuro.

Ama-me e perdura, naquilo que te sei dar, no meu peito que se esqueceu do medo,

No momento em que me ensinaste a amar – que me ensinaste a amar-te.

Eu sou nada quando não te tenho por perto. Porque tu deste-me tudo.

Tornaste-me em guerreiro, num mundo tão hipócrita e tão derrotista.

Se um dia acreditei não te ter nos meus braços, és a prova viva do contrário.

És a minha prova viva – a quem eu me entrego, de corpo e alma, sem hesitar.

Tenho-te no meu corpo, em forma de tatuagem, em forma de eternidade.

E, sempre que tu estás longe, a eternidade, em choros de saudades, reconforta-me.

Porque está cravada na minha pele, e toca-me em beijos o meu peito,

O coração que bate por ti. Só por ti.