Talvez um dia…

Quem sou eu?  Quem fomos nós?  O nós existiu sequer?  Ou fomos só um amor que se prolongou durante pouco tempo? Eu pensava mesmo, pensava que ia dizer ”eu gostei mais dele do que alguma vez gostei de outra pessoa”.

Não preciso de ti.  Não preciso de ti.  Não preciso de ti ou não quero precisar?  Fazes-me falta? Vivo bem sem ti?  “Sei que precisas de mim” porque é que me dizes isso?  Achas mesmo que preciso?  Vai-te embora por favor.  Vai para um sitio onde nunca mais possas voltar.

Arranca-te do meu coração. Arranca-te do meu corpo,  da minha mente,  arranca-te de mim.  Arranca-te de mim porque contigo aqui não sou eu. Arranca-te de mim porque contigo aqui não consigo ser feliz.  Sai, fecha a porta e deixa que alguém abra outra.  Deixa que alguém ocupe o espaço vazio que tu deixaste.

Deixa por favor que alguém me faça feliz.  Não te culpes. Não te culpes por isto ter acabado.  Escolhas são feitas não é?  E eu fiz a minha, e com o tempo vamos ver se foi a certa ou a errada. O meu amor por ti morreu.  Não ele não morreu.  Ele ainda esta aqui.  Por mais que eu não queira ele ainda esta aqui e dói.  Dói cada pedacinho do meu corpo que tu tocaste, dói cada frase feita que me disseste,  dói cada ”amo-te”que disseste à pressa. Hoje perguntas me ”porque é que não lutas? ” queres a minha resposta?

A minha resposta é que não luto porque já não faço mais nada aqui,  a minha parte esta feita. Não luto porque sempre gostei mais de ti do que alguma vez gostaste de mim. Agora tenho que seguir a minha vida não é?  E talvez um dia ainda nos venhamos a rir disto tudo, ao pensar que um dia tivemos juntos.  Talvez um dia. Talvez um dia eu te esqueça.  Talvez um dia. Mas sabes uma coisa? Infelizmente, esse dia não é hoje e sei que não vai ser amanhã.

PORDiana Sofia
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