Sou uma miúda que não dá nas vistas, mas não me digo vulgar…

Quantas de vocês não se irão rever nestas palavras… vocês que aparentam calma e tranquilidade por fora, mas por dentro trazem um turbilhão de sentimentos que vos sufoca!

“Sinceramente, já não sei por onde começar a escrever, mil palavras sobrevoam a minha cabeça com milhares de pensamentos que não consigo transcrever para um pedaço de papel.

Sufoco e dor é o que sinto. Chega ao ponto de paranóia, não conseguir controlar a nossa vida, o nosso coração, os nossos sentimentos. Cada dia é sempre um novo começo, se durante as primeiras 24 horas não resultar, no dia seguinte teremos outras 24 mais, vivemos com as consequências do dia a dia, somos sobrecarregados com peso nas nossas mentes do tipo “Se podias ter feito aquilo, porque não fizeste? Podia ter sido diferente.” eu respondo a isso. Não, não podia ser diferente porque simplesmente não estava destinado a ser ou a acontecer, se não correu bem à primeira, podemos tentar a segunda e a terceira, mas ninguém diz nem garante que irá ser diferente, muito pelo contrário, é um sinal que chegou a hora de parar, de seguir um rumo diferente. O que sobrou do passado foi aprendizagem para não errar no futuro.

Chega uma altura que tudo à nossa volta é o limite, que não conseguimos mais seguir aquele caminho que é traçado para nós, a esperança é perdida, a sombra apodera-se do nosso corpo, e apenas andamos por aí… perdidos.

Sou uma miúda que não dá nas vistas, mas não me digo vulgar. Apenas que aparento estar bem, enquanto no outro lado de mim está num combate, de 24 em 24 horas, luto com essa tal sombra que se quer apoderar de mim. Com apenas 16 anos e já me digo uma guerreira, do acordar ao deitar, combato comigo própria, eu própria sou uma confusão…

… e ninguém gosta de confusões.”