Sou Errático!

Vem, vem meu amor. Vamos deixar de ser indecisos, vem, que te seguro, te agarro, te beijo. Vem, mostra-me o que nunca vi, fala-me de promessas que prometes que nunca farás, vem, vem fazer-me feliz. Deixa-me falhar no teu nome, apenas sei soletrá-lo, sou um incompetente. O mais rude, o mais cru a amar. Sou tão belo quanto pareço, tão burro quanto aparento, não há mistérios em mim, não precisas de te debruçar sobre nós nem de te enlaçares nos contornos do que é falível, porque eu não sou o que todos são, eu sou o simples, o mais simples que irás encontrar. Sou errático.

Tendo a falhar nos pormenores da vida, embora por vezes me digas, quem nunca? eu sempre digo, quem sempre? Sempre falho, sempre me culpabilizo e foi por isso, que decidi ser o simples. Ser o que toda a gente sabe ser, deixar de ser o imprevisível, deixar as conquistas, os louvores mas principalmente, deixar as falhas e os erros completamente de lado.

Farto que me digam que errar é bom, que se aprende com os erros, uma insensata mentira, aprende-se não com o erro, mas com a moral, tanto a pessoa nos inspira que por vezes libertamos uma esperança infalível e acertamos ao acaso no viver. Não com isto dizer que te amo menos, amo somente o que um simples homem sabe amar e não quanto um louco. A minha voracidade perdeu-se algures nas areias da praia do viver.

PORDiogo Sousa
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