E os sonhos eram os nossos…

Vocês estão a ouvir a chamarem-me?
Oiço uma voz a tilintar na minha cabeça, a aquecer o meu coração,
A guiar-me para a eternidade que quis sempre alcançar.
Mas, quando tento acompanhar a voz, perco-me na noite,
E olho para cima. Mas que céu tão brilhante! Tão brilhante que me queima os olhos,
Tão agressivo que me tenta meter medo. Será que o amor também mete medo?

Vocês estão a ouvir a chamarem-me?
Oiço cada vez mais batuques, tambores a violarem as ruelas da cidade.
Oh, eles ganham vida, e invadem a minha vida. E eu tento correr, correr,
Até mais não conseguir. Até estar derreado, estendido no chão.
E confuso, penso estar a ver sombras a dançarem ao sabor do vento,
A convidarem-me para a festa, para viver o meu percurso intensamente.

As cantorias perdem-se nas juras d’amor trocadas.
Nas promessas feitas em altares inventados, desenhados para quem realmente ama.
Mas eu estou aqui, sem ninguém, abandonado…
Até que…

“Amor, estou a chegar a casa”. E aí tudo fez sentido.
A voz eras tu. O regresso era o teu. E os sonhos eram os nossos.


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