Sobre o nosso amor

Talvez fosse mesmo para dar errado. Talvez as nossas diferenças fossem, mais cedo ou mais tarde, acabar por nos afastar. Talvez devêssemos ter dado mais a esta relação. Este tempo não foi suficiente para nós, é o que penso. Um amor como o nosso devia ter durado mais, devia ter ido até à exaustão.

A felicidade que vivemos juntos, as memórias ainda tão poucas. Os momentos inesquecíveis que guardo na minha memória. Quem é que me vai amparar e dar força para lutar pelos meus sonhos? Quem te irá amparar nos teus piores momentos? Quem é que acreditará em ti cegamente? Seria eu, a pessoa que te disse sempre para acreditares em ti. Lembro-me de todas as vezes que acreditei que conseguias algo e conseguiste. O orgulho que tenho em ti é enorme. A preocupação que carrego no peito é por ti. Porque se eu sou a pessoa forte e estou no fundo, imagino-te a ti que és o frágil, aquele que não chora. Esse silêncio que te corrompe é doloroso.

Como é dolorosa esta separação, como estou farta destas lágrimas e desta dor que carrego no peito. Já me partiram muitas vezes o coração, mas nada se assemelha a isto. Porque não passa? Porque as sextas-feiras à noite me trazem tristeza? Era o meu dia preferido na semana, mas agora não faz sentido. O meu telemóvel tocava à sexta à noite e lá eras tu a dizer para irmos sair. E eu não valorizava essas saídas, mas agora imploro que o telefone toque e sejas tu. Nem que seja para um simples café, já me faz o dia.


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