Sobre o amor…

Ele descobriu agora que te ama. É certo que a paixão nos corrói. Nunca sabemos quando nos apaixonamos. Apenas que estamos apaixonados. Nunca sabemos se é a pessoa certa. Apenas se é a pessoa errada. Todas as pessoas são certas, até ao momento em que partem – é o que pensas. Todas as pessoas que amámos, as consideramos certas, só que em momentos errados. Sempre assim. Quem criou o amor, certamente morreu desse pecado. Amar é um pecado. Não amar é outro. Nunca saberás como acontece. Ou porque acontece. Nunca saberás nada sobre o amor. E ele saberá sempre tudo sobre ti.

(…)

Descobres que gostas de uma pessoa quando te põe um sorriso na cara com uma mensagem. Que estás apaixonado quando te demoras a despedir. Mas quando amas alguém, o que mais queres é deixar tudo de parte, adormecer, e acordar apenas nos braços dela. Às vezes as coisas confundem-se e a pessoa que não te liga, que te deixa a chorar na despedida, e te dá insónias é ainda assim a pessoa que amas. É então que percebes que isto do amor é um sorriso entre o sofrimento, a saudade antes da despedida.

É: o amor tem destas coisas das quais não te esquivas. Mas, acredita, quando perceberes que não contam apenas os beijos na praça, os preliminares à entrada do teu prédio, ou as noites em que o mesmo lençol vos abraça, entenderás que o teu sofrimento também é uma história de amor.