Se tiveres pressa, não fiques…

Fica aqui registado que, a partir de agora, não vou esperar nem mais um segundo por alguém que teima em se demorar. Estou cansada de cruzar os braços, cansada de esperar por quem não vem. Chega de promessas falhadas e palavras soltas. De beijos sem alma e de olhares sujos.

Fica aqui registado que, a partir de agora, sou eu quem vai demorar. Demorar a conhecer e a querer. Demorar a beijar e a amar.

A partir de agora, vais ser tu quem tem de esperar. Mas só se quiseres, só se achares que valho a pena. Se tiveres pressa, não fiques. A partir de agora, vai ser tudo à minha velocidade. À velocidade da minha descoberta, dos meus receios e das minhas carências.

Quando achares que deves ir, vai. A partir de agora, prefiro que seja assim. Só fica quem quer. E tem que querer muito. Eu não sou fácil, aviso já. E aviso também que não quero despedidas. Por isso, tens a porta aberta. És tu quem decide. Ficas, ou vais?

Cala-te. Não me respondas. É cedo demais para definirmos definições. Cedo demais para perguntar tal pergunta. E, portanto, cedo demais para responderes a tua resposta. Ah, desculpa estas minhas redundâncias estúpidas, mas são necessárias. Não quero que fiquem dúvidas daquilo que digo. Muito menos daquilo que não digo.

Se for o que queres, vai-te deixando ficar. Aos poucos, de mansinho. Sem grandes alaridos, mas com tudo aquilo a que tenho direito. Mas só se quiseres, se achares que valho a pena. Se tiveres pressa, não fiques.

E se, depois de tudo isto, eu te quiser também, enche-me de beijos. Daqueles quentes e húmidos. Mas sem pressas.


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