Se gosto de ti?

Numa dessas noites de verão Eduardo e Franciele protagonizavam uma dessas cenas que assistimos apenas nos filmes de Hollywood. Um jovem casal deitado à beira mar. A brisa noturna acariciando seus rostos. A areia ainda quente em suas costas. O céu estrelado lhes fazendo companhia. O quebrar das ondas como trilha sonora. A lua cheia refletindo no mar.

O silencio entre o casal é quebrado quando Franciele gira sobre Eduardo e, com seus pequenos e encantadores olhos castanhos, lhe fala docemente:

– Du, e quanto a nós?
– Nós? O que tem nós?
– Me diga você. Tudo isso que vivemos, como ficamos?
– Porque toda mulher precisa rotular o relacionamento? Não podemos estar como estamos?
– E estamos como?
– Juntos.
– Então você gosta de mim?
– Franciele…
– Eu não gosto quando chamam pelo meu nome…
– Quer que te chame como? Juciléia?
– Você entendeu…
(risadas)
(ela revira os olhos)
– Franci, você já contou as estrelas?
– Já, por?
– Alguma vez chegou ao fim?
– Ficaria uma vida contando e não chegaria ao fim.
– Então, o que eu sinto por ti é como contar estrelas.
– Não entendi.
– Você me teve como algo tão natural que quando dei por mim eu já estava preso a você. Não sei se foram teus olhos, teu sorriso, teu um metro e cinquenta e quatro de uma personalidade apaixonante, ou tuas atitudes que me encantam e faz com que me apaixone por ti diariamente. Te amar é dar sentido aquela frase em que “te amo mais do que ontem e menos do que amanhã”. Te amo mais do que a quantidade de estrelas que podemos contar. Meu amor por ti é mais do que um numero.

Com lágrimas nos olhos e sem capacidade de dizer uma palavra sequer, Franciele abraça Eduardo. Um longo e apertado abraço.

– Amor, agora posso respirar?
– Se prometer que eu e você será nós enquanto houver estrelas no céu.
– Prometo!