Saudades de não ter saudades

Que saudades eu tenho… Que saudades da tua pele macia e tão conhecida minha a passar pelo meu rosto como uma brisa suave e calmante que eu tanto precisava, da tua voz grossa e reconfortante, o teu olhar doce de quem me faria mil e umas malícias e não precisava de falar para demonstrar um simples ”te amo”.

Que saudades dos teus lábios meios gretados mas macios como seda acabada de vestir pela primeira vez a entrelaçarem nos meus… Que saudades.

Saudades do entrelaçar das nossas pernas naquelas noites quentes de verão onde nem mesmo o calor nos separava e o teu coração batia ao ritmo do meu e a paixão era dona da noite. Que saudades, do nosso acordar e aquele ”Bom dia” maravilhoso que mal saía da garganta por cansaço de uma luta de corpos apaixonados. Meu Deus… Que saudades.

Daquele abraço majestoso e reconfortante que acalmava todos os mares e tempestades na minha cabeça, do braço dormente para poder olhar-te a adormecer, sabes meu amor? Sinto saudades.

Todo o meu corpo em cada noite fria e solitária chama em teu socorro e em lembrança de tudo o que foi passado, os meus dedos sentem falta do entrelaçar dos teus com aquela marca branca de aliança guardada numa caixa de sapatos e as minhas pernas não são as mesmas sem os arrepios das tuas, frias e ofegantes pelo calor do meu corpo.

Costumam dizer que o tempo tudo cura… Pois bem, quem disse isso nunca te amou. Nunca sentiu o teu beijo malicioso e perspicaz, a tua pele morena, o teu carinho, nunca ouviu a tua voz e a maneira única e especial do teu riso nem nunca presenciou a tua companhia. Hoje morro de saudades, amanha de mais saudades morrerei, mas estou cansada de sentir saudades pois depois…

Depois eu não sei.

PORAicha Oisken
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