Saudade…

Saudade? Diz-te algo? Ou já esqueces-te tudo aquilo que passamos?

Não me digas que sou o único que se lembra dos sorrisos, das viagens que eram passadas com gargalhadas, da paz que ambos tínhamos na presença um do outro, do orgulho que sentíamos um no outro, da certeza do nosso amor, do sexo, das palavras, dos dias juntos tão perfeitos, dos lugares que nos completavam, do querer, do demonstrar.

Saudades de mim… saudades de ti… saudades de nós…

Saudades de um “amo-te”, saudades de um “que seja por muito tempo”, Saudades de um “trazes-me paz”, saudades de um “confio em ti”, saudades de um “és o melhor”…

Saudades de dizermos um ao outro que era este o nosso destino, que éramos feitos um para o outro, que juntos éramos perfeitos.

Não me digas que sou o único a lembrar-me disto, não me digas que eu fui assim tão irreal para já te teres esquecido de tudo isto.

É muito para lembrar e perceber e pouco para me esclarecer.

Porque um amo-te nunca mais será o mesmo se não for para ti.

PORDuarte Correia
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