Saudade, querida, e amarga saudade…

Saudade, querida, e amarga saudade…

Muitos dizem que és a parte essencial de um relacionamento, mesmo que a parte mais prazerosa seja quando a matamos, em minha sincera opinião.

Saudade é uma dor, que arde, machuca, mesmo com nossa pele intacta, mesmo sem nenhum arranhão.

É um grito mudo, pedindo para lhe ver.

Saudade é uma dor sorrateira, que te pega desprevenida, que chega sem um aviso prévio, nem bate na porta, e vem entrando, se sentindo dona de nós, manipulando nossas mentes, lembrando de cada momento vivido pela gente.

Saudade não bate na porta, não liga antes, não manda cartas, não dá prazos, simplesmente chega quando quer, a hora que quer, e é inconveniente à sua maneira.

Ela cria inúmeros textos apaixonados, letras de músicas que muitas vezes, nem saem do papel, cria pinturas, e derrama lágrimas, quando maior seu tempo for em tal residência.

Quem dera a saudade fosse mais paciente no meu caso, e não viesse tão rápido, me desse umas férias, ou batesse em sua porta, antes de chegar na minha.