Sabes ao incerto…

Sabes-me a uma brisa quente no inverno. Existe alguma frase que signifique tanto como esta?
Sabes me a companhia na solidão. 

Existem tantas frases para caracterizar a que me sabes, tantas comparações,tantas metáforas que poderiam ser usadas.
Passara isto de uma hipérbole? Ou quero-te, porque querer-te me parece fácil?
Será a monotonia que me viciou, ou será o medo do que estará por vir?
Será o comodismo que nos trouxe até aqui?
Quero-te hoje. Quis-te ontem. E espero querer-te amanha.
Não porque querer-te já me parece normal, mas sim porque querer-te me parece o certo.
As minhas mãos nas tuas, parece-me o destino.
Será o destino tão inseguro quanto são as tuas mãos?
Estarás aqui quando mais ninguém estiver?
Segurar-me-as quando a minha maior vontade for cair?
Espero-te ali, ou aqui. Tanto faz. Espero-te onde tiver de te esperar. Porque esperar-te sim me parece o mais seguro.
Sempre fui uma adepta da segurança. O ditado “quem não arrisca, não petisca” nunca funcionou comigo.
Temo que o medo me assombre para sempre, pois por agora ele assombra-me.
Tudo me assombra. Até o simples facto de não te querer na realidade,
Querer-te-ei porque o dizem, ou apenas porque fica bonito dizê-lo?
Quero-te apenas porque sinto que é isso que quero. Se estiver errada, perdoas-me?

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