Sabes que mais? Ainda vamos a tempo!

Tenho uma coisa para te contar. Foi assim que me abordaste há uns anos atrás. Lembro.me tão bem como se fosse hoje portanto faço.o da mesma maneira. Tenho uma coisa para te contar! Amo.te. Antes de te conhecer não sabia o que era amar. Foste tu que me ensinaste o que é o amor. Nas mais pequenas coisas, nas mais insignificantes atitudes. Quando te rias de alguém para não deixar essa pessoa ficar mal vista, quando dividias o pouco do lanche que preparavas para ti, quando aconselhavas os outros, quando emprestavas os teus apontamentos, quando explicavas a alguém alguma coisa que essa pessoa não entendia, quando tornavas a vida do outro melhor, mesmo sendo a tua vida uma perfeita merda.

Nunca puseste os problemas à frente de nada nem de ninguém e sempre desejaste o melhor para os outros como para ti própria. Nunca disseste tal coisa e nem foi preciso. Conheço.te bastante bem para saber que é verdade. Amo.te.

Antes de te conhecer não sabia o que era amar. Foste tu que me ensinaste o que é o amor. Não me tivesse eu apaixonado por ti. És a miúda mais gira que conheci em todos estes anos de vida. Não foram muitos tenho de ser sincero mas foram os suficientes para saber. Saber o quê? Saber que nenhuma outra rapariga se compara contigo. Saber que nenhuma outra brilha como tu brilhas e quem me dera a mim que me visses brilhar da mesma maneira que eu te vejo a ti. Significaria que fomos feitos um para o outro. Significaria que me verias a mim à semelhança de como te vejo eu a ti e isso significaria que nos vemos por igual. Quando olho para dentro da tua alma, vejo.me a mim próprio e é aí que tenho a certeza que te amo. Talvez te ame por egoísmo. E mesmo que assim o seja, não me importo nem tu mesma te deverias importar. Não é por isso que deixa de ser amor.

Sei que nunca te vou voltar a ter e, mesmo assim, sei que te tenho durante o resto dos meus dias. A ironia empresta.se à vida como se empresta ao amor. Há alturas em que chego a detestar essa ironia que é muito mais do que simbólica em mim, em nós! Ensinaste.me o verdadeiro significado do que é morrer pelo outro, quando me ensinaste a morrer por ti! Ensinaste.me a perdoar. A calar.me quando é e não é preciso. A confiar que tudo vai correr bem. Ensinaste.me a amar e com isso mudaste.me. Mudaste.me demasiado. E não penses que é esta mudança é má porque não é! Bem, pelo menos enquanto me fores acompanhando.

Antes de te conhecer não sabia o que era amar. Foste tu que me ensinaste o que é o amor. E se eu não te amasse, acabaria amando.te. Simplesmente porque me amas. Sim, tu. Tu que sempre disseste que não gostavas de tatuagens e que ainda assim acabaste por pintar o meu nome no teu corpo para que nunca te esquecesses de mim. Como se já não te bastasse tê.lo gravado no coração. E quando te perguntavam qual o significado do nome que tinhas escrito no pulso dizias que era o nome do filho que nunca chegou a nascer. O teu filho que era meu. Sabes que mais? Ainda vamos a tempo!


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