Refugio-me no meu canto, no meu espaço “secreto”!

Refugio-me no meu canto, no meu espaço “secreto”, tão reconfortante e acolhedor…

Relembro as palavras que dissemos , os momentos partilhados e vividos, as atitudes que tivemos, os gestos que trocamos e os sentimentos que revelamos… e a saudade aumenta a passos largos quando relembro cada um deles, sobretudo quando me lembro de ti! E desse teu ar de menino com a convicção de ser um homem já feito; a tua voz de respeito com um riso de criança e ao mesmo tempo tão dócil; o teu andar tão seguro; os teus braços tão fortes como naquele abraço apertado que nunca existiu; as mãos grandes mas gentis naquela passagem pelo meu corpo; os lábios tão bem definidos e carnudos naquele beijo que nunca houve.

Parece que afinal não relembro apenas o que aconteceu, nem somente a tua pessoa… relembro também tudo aquilo que não existiu: as palavras não ditas, os momentos não vividos, as atitudes não realizadas, os gestos não trocados e os sentimentos não revelados. E a saudade? O que aconteceu à saudade? Continua a ser a mesma, com a esperança que se inverta e vá diminuindo… Tenho saudades tuas, de tudo o que é teu, de tudo o que foi nosso e do tudo que ainda poderíamos vir a ter… Amanhã ou noutro dia qualquer, encontramo-nos no sítio que será sempre nosso. Até lá… Até logo.


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