Para o rapaz que nunca me soube dar valor!

São mil e muitas palavras ditas feitas em promessas, e é demasiado para um só coração. Para um só batimento.

Para a próxima evita essas tuas promessas irrelevantes, essas tuas frases decoradas, esses teus olhares vazios. Para a próxima dá mais do que um: ” Não és a rapariga que quero a meu lado.

Talvez eu não fosse como desejavas, talvez não fosse eu quem tu desejavas, talvez não tardasse até o óbvio se tornar ainda mais óbvio, mas o talvez que se fod@.

Era a ti que eu queria. No entanto, não eras capaz de dar valor, se calhar porque era eu quem implorava pelo teu amor ou então porque os teus sentimentos foram engolidos no momento em que o mundo te caiu aos pés e tudo o que te resta é o teu fiel orgulho.

O mais engraçado será sempre o facto de que nenhuma das tuas namoradas dura mais do que uns meros meses a teu lado. E ainda hoje é o dia em que me pergunto: «Tudo isto, todas estas tuas relações falhadas, diz-me, é por nenhuma delas ser eu?»

A dada altura cheguei mesmo a acreditar que ias ser homem o suficiente para manter uma mulher como eu. Que, pela primeira vez tudo ia correr como planeado, sem imprevistos, sem desculpas, sem “E se?”.

Porém, contigo nunca dá. Por alguma razão nunca dá, nunca é suficiente, nunca é exatamente aquilo que deveria de ser. Queria tanto que fosse, mas nunca é o que eu quero que seja. Nunca é quem eu quero que seja. Nunca é quando eu quero que seja. E já enerva.

Talvez seja por essa tua forma de complicar tudo aquilo que tu não queres que seja. Talvez porque nunca soubeste o que é estar no vértice, entre o vai ou racha.

Talvez porque nunca te ensinaram a ser homem o suficiente para segurar uma mulher.

Eu sei, não gostas que digam isso, mas quantas vezes tive eu que me calar pois não gostavas do que te dizia? Porque a minha opinião não te interessava ou até porque estar a trocar mensagem com x ou y colega era mais importante do que ouvir o que eu tinha para te dizer.

Gostava imenso de te dizer que foram fantásticos os tempos que vivemos, em que realmente amamos, mas ao fim de umas semanas tu não eras o rapaz pelo qual me apaixonei, e ter alguém que não dá valor ao que tem é exatamente o mesmo que não ter ninguém.

Um dia terei a coragem necessária para te olhar nos olhos e dizer tudo aquilo que tu me privaste de dizer de há dois anos para cá, todas as reclamações, todas as novidades, todas as lições de moral, todos os «amo-te» que nunca me permitiste dizer.

Por muito que te queira odiar, desculpa lá, mas ainda és o rapaz que eu continuo a amar.

PORRachel Stefan
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