Questões na minha cabeça…

Às vezes questiono-me o quão importante sou para as pessoas que me rodeiam.

Questiono-me sobre o que pensam e acham de mim, sobre o valor que eu tenho nas suas vidas. Por vezes, pergunto-me se se preocupam mesmo comigo ou apenas curiosidade momentânea.

Adormeço a questionar-me se valerá a pena partilhar os meus segredos e quantos deles não foram revelados.

Frequentemente dou por mim a tentar perceber o peso que damos a pessoas que conhecemos há alguns meses e àquelas que conhecemos há anos.

É aí que surgem os meus medos e receios, é aí que percebo que existem pesos e medidas diferentes para cada tipo de pessoa.

Parece um desabafo pateta e sem sentido, mas por vezes tenho medo de ser deixado para segundo plano pelas pessoas que conheço há anos e com quem convivo diariamente, pelas poucas que julgo importarem-se comigo: ser o último a saber, o último a ser avisado sobre algo, o último em qualquer coisa.

Desde sempre, desde que me conheço, que sempre tive dificuldades em demonstrar o que sinto, em dizer aquilo que penso, em usar as palavras “gosto de ti”, “adoro-te” ou “amo-te” – só as consigo demonstrar escrevendo, nunca cara a cara.

Sou o oposto daqueles amigos que conhecemos há uns meses, sempre com imensa coisa para contarem e partilharem e a facilidade em expressarem estas palavras. Oiço como em meros dias de convívio usam as palavras.

Às vezes tenho medo de ser abandonado, esquecido, pelas poucas pessoas de que gosto… logo eu que tenho tanta dificuldade em criar laços de amizade.

E quando consigo criar, por mais que me esforce para tentar mantê-los, acabo sempre estragando tudo.

Porém sempre tento fazer o melhor para agradar as pessoas que acabo por esquecer do que é o melhor para mim..

E ao estragar esses laços, ocorre-me apenas um estado de espírito .. Perdido..

Perdido, é assim que me sinto. Perdido de mim e dos outros. Perdido no meu destino.

Sozinho no meio dos demais que me rodeiam diariamente no quotidiano.

Apesar de estar rodeado de pessoas, sinto que são poucas aquelas com quem posso contar sempre, aquelas a quem posso chamar de amigos. Aquelas que independentemente das horas, do lugar, estarão lá para ouvir os meus desabafos patetas durante horas se for preciso.

Outras vezes, sinto que não faço parte deste lugar, desta vida, destas pessoas.

São poucos, diria até que ninguém é capaz de perceber aquilo que sinto nem quando me sinto perdido e sozinho.

Questiono-me várias vezes, será que algum dia encontrarei o meu rumo, o meu lugar, a minha verdadeira felicidade? Porque até ao presente dia, essas mínimas mas gigantes coisas parecem estar numa neblina enorme que simplesmente se instalou em mim e de tão cómoda que está não se quer ausentar.


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