A queda do Limbo

Salvar uma vida não é fácil, mas preservar a nossa obscurece, quando o limbo entre a vida e a morte é a solidão.

As noites em desespero, acordar em pânico com os pesadelos sem fim, um mundo paralelo ao que se quer viver.

Já nem chorar serve de consolo, pois chorar sozinho não é fácil.
Os mesmos pensamentos, as mesmas interpretações, a falta de confiança e decepções.

A dor não é desaparecer, a dor é se cá ficar com a certeza que se vai desiludir.
A incerteza da inutilidade, a raiva do desespero e a aflição do desamparo, sentimentos de culpa do passado.

Ninguém ensina a sair desta areia movediça, ninguém ensina a viver.
E esta dor que não dói, e ninguém entende, é julgada por todos e sentida por nenhum.

É o dialeto oposto à felicidade, a máscara que esconde a amargura, o sorriso simulado prisioneiro da covardia.

Somos o mundo sociável que não confia nele próprio para estar sozinho.
Somos o homem que esconde a tristeza para não revelar o amor que levamos dentro de nós.

Eternizar o silêncio é a queda do limbo para o lado do errado, para o lado mais acessível.

PORRafael Barata
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