Histórias da vida – Que será de um fraco espírito apaixonado?

Nos santuários da tristeza, os presentes com um semblante despido de fadiga e mágoa, meu caro será isto o vínculo. Algo tão linear como um morto ou alguém fraco de espírito?

Que será de um fraco espírito apaixonado? Será capaz de alegar a consciência dos seus atos? Será capaz de mostrar o seu sentimento em vez de dependência? Será a sua alma capaz de ser sincera? Ou iria usar um sentimento putrefacto?

O amor “ataca” estas pessoas como o arsénico procura o viciado. São almas que procuram identidades, mas esbarram-se contra a escuridão da vida, as composições sombrias das linhas do destino.

Mas ataca de tal maneira subtil e discreta que não vêm o mal que faz. Enquanto gritam a sete ventos o quão apaixonado se sentem, o amor por dentro grava gritos frios como uma assombração perdida.

E assim, tal como chegou rapidamente deixou o estrago suficiente para se ir embora. E agora? Que resta a esse fraco de espírito? Ser mais uma vítima deste estripador de fracas almas? Ou seguir a sua vida como se nada fosse? Obviamente que este tipo de seres é de tal maneira sucumbido pelo medo, está abrigado da luz negra que paira na sua vida, no seu interior.

O medo gera reações incompreendidas aos restantes. O receio apodera-se, receiam a sinistra antropofagia acesa que consome a alma num ápice. E de que vais restar a essa alma?

O declínio ao abismo da insanidade agrava-se, quando mais espera a mudança, mais se enterra, isola-se refugiado demais no álcool, e agora? Agora está frustrado. Bom trabalho. Está quase a acontecer o que o amor queria.

Apenas mais uns dias de vida ceia de amargura. O bloqueio académico surge no límpido de alucinações e assombrações.

Não brinca em serviço este operário mórbido, não perceptível a mente fez mais um servo, um escravo de uma alegoria da vida. E agora? Serás mais uma vítima deste “almicídio”? Ressuscita, arrastas a lápide e tornas-te tu o carrasco da tua vida? Agora decide.

PORPedro Monteiro
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