Quando eu ouvi sobre amor…

Não quero ouvir sobre amores passageiros. Não quero ouvir um “eu te amo” num momento de loucura, para que você esqueça no dia seguinte. Não quero desabafos bêbados no meio da madrugada, palavras vazias que servem apenas para magoar. Simplesmente não quero.

Prefiro amores platónicos, que existem apenas em meus sonhos. Esses amores são imaginários, portanto sou eu quem decide como vão funcionar. Na minha cabeça meus amores são incríveis. Nas minhas noites de sono só eu sei o que acontece. Quando os olhos pesam, o corpo fica leve e a dormência toma conta. Quando a escuridão me abraça e o silêncio se expande, tornando aquele momento meu porto seguro.

Por que essa insistência em persistir na infelicidade? Por que o orgulho é sempre maior do que qualquer outro sentimento? Por que temos que viver com esses joguinhos onde um finge gostar menos do outro só pra não se demonstrar fraco? Afinal, sentir algo por alguém é fraqueza? Se algo nos faz bem podemos simplesmente aceitar e evoluir, não retroceder. Amar não é bom?

Ou talvez eu não saiba amar de verdade. Minhas expectativas sobre amor se tornaram tão grandes que tudo é decepção. Talvez eu tenha lido contos de fadas demais. Não tenho o direito de ser uma princesa que é acordada com o beijo de um príncipe e vive feliz para sempre. Deviam proibir histórias de amor nesse mundo, dessa forma, tudo o que vier se torna lucro…