Quando é que acordas?

O problema começa na cabeça de quem se queixa.

Quero começar por dizer que sou daquelas pessoas a quem faz confusão que falem mal do País ao qual pertencem (após emigrarem). Eu, como uma emigrante, não gosto de falar mal do meu País, nem de ouvir o mesmo da boca dos outros. Contudo (como eu refiro bastante), não sou hipócrita e sei ver o mal acontecer. Não percebo: se um português que vive em Portugal, comenta sobre a desgraça do País, é uma coisa totalmente aceite, mas se um português que emigra faz o mesmo já é um “pobre e mal agradecido! A falar mal do próprio Pais!”. Nem imaginam a raiva que isso dá. E esse facto serve de ponto de partida para o que vou aqui falar.

O problema começa nas vossas cabeças: povo. Só neste último mês, já perdi a conta aos meus familiares que infelizmente tiveram problemas com certos estabelecimentos/serviços . Extremamente incompetentes. Acordem!!! Já repararam que as pessoas que trabalham em espaços dedicados a tratar de assuntos como água, luz, etc, (e não só, mas é a referência de hoje) também fazem parte do povo. Também se sentam na mesa do café com os amigos a comentar a “merda do País que tem”. Mas depois vai trabalhar e o serviço que presta é reles e vergonhoso. Não são só os “grandes” que agem mal! A mudança (maior) está em ti, na bosta que sai de tua boca e da caca baralhada que se instalou no teu cérebro, povo. Boa?

Duro de mais? Talvez. Mas esta análise não é difícil de ser realizada. Querem bons tratamentos quando os próprios vão atender clientes de cara trancada, humor nulo, frustrados, etc. E depois vão para o café falar mal, no fundo, de vocês mesmos. É como um ciclo vicioso e algures nele estão vocês a falarem mal de vocês. A contribuir para a merda de que se queixam.

Acorda!