Pudesse eu mostrar-te o que é o amor…

Dizer que és o amor da minha vida faz tanto sentido como dizer que te amo. Digo isto sem saber se faz sentido algum. Mas digo-o porque não posso deixar nada por dizer. Não quero envelhecer ao lado de outro homem que, por muito que se esforce por me fazer feliz, nunca o consegue. E não é por demérito dele, mas sim porque ainda me estão entaladas umas quantas palavras. Não quero. Prefiro que dê errado.

Essa dor sei que sara mais rápido do que qualquer angústia que uma incerteza me possa trazer. Mas também sei que, por vezes, é preciso darmos uma nova oportunidade a nós mesmos. Um novo começo, por exemplo, ainda que isso signifique um fim doloroso e vazio. Se é que é o fim. Quantas e quantas vezes já não tentei deitar para trás das costas tudo aquilo que continuas a significar para mim? O pior é que também sei que não basta tentar, tem que se querer. E eu não sei se quero.

Fazes-me chorar de alegria cada vez que me lembro de ti. A tua serenidade é quase tão evidente como a tua boa disposição. Fazes-me querer estar contigo em todos os momentos, porque sei que um minuto nunca iria ser igual ao outro. Sei porque já os vivi, contigo. Minutos que podiam durar horas, dias, anos. É contigo que me vejo esse tempo todo. E é por isso que és o amor da minha vida. Mesmo que seja a maior barbaridade que eu diga.

Nem sempre o que se diz é sentido, mas isto, meu amor, podes crer que o é. E bem. É um misto de sentimentos à flor da pele que não sei explicar. Não sei. Simplesmente porque transformar em palavras aquilo que sinto, significava perder a essência do amor por entre verbos e adjetivos. Sei que um sorriso ou um olhar revelam muito mais de mim, sem que eu precise sequer de abrir a boca.

É tão bom quando conseguimos ser felizes na maior parte dos nossos dias. Não é preciso ninguém para a nossa felicidade, isso é certo, mas é tão bom quando a podemos partilhar. E se for com o amor da nossa vida, é mais que bom. E não pensem que vai ser sempre um mar de rosas.

São os espinhos que nos mostram como tudo isto vale a pena. E depois, estaremos ainda melhores. Não há ferida que o amor não cure, desde que seja amor. Não falo da paixão e muito menos da atração. Falo do amor, em todas as suas vertentes. Pudesse eu mostrar-te o que é o amor.

Hoje, falo de mim. E de ti. Mas não de nós.