Proposta de mudança por um dia!

Sabe quando você confia nas pessoas e elas te machucam? Quando você conta os seus segredos mais profundos para alguém que acaba usando isso contra você. Talvez não há pessoas confiáveis, ou apenas talvez, algumas pessoas não merecem poder confiar em alguém.

Sempre que começo a escrever um texto, sai uma interrogação na primeira frase. Isso acontece porque quanto mais eu penso e reflito sobre o mundo, sobre as pessoas, mais dúvidas me aparecem. Como podemos ser tão ingênuos a ponto de acreditar que outras pessoas possam entender o que se passa dentro de nós. Acabamos nos deixando seduzir pela expressão amigável que nos sorri e dá a entender que podemos abrir nossos sentimentos mais intensos, mais malucos.

Vivo observando, absorvendo. Procuro sempre aprender algo de bom. As vezes me permito aprender algo de ruim também, porque talvez assim, eu me torne mais dura, mais fechada. Se eu soubesse ser ruim, provavelmente não estaria aqui agora escrevendo sobre confiança.

Houve um tempo em que eu acreditava que o bem era maior que tudo. Que a paz e amor venciam qualquer barreira. Procurava o melhor em cada pessoa que cruzasse o meu caminho e, mesmo me decepcionando, eu continuava acreditando. Afinal, como pode uma força tão maravilhosa, tão incrível, não ser maior que tudo e que todos? Pois bem, pensei bastante a respeito e cheguei à conclusão de que, em geral, tudo que é ruim vence o que é bom. Preparados para se desesperançar?

A sujeira sempre acaba com o bem lavado. O cheiro ruim sempre supera o cheiro bom. Notícias tristes sempre acabam com qualquer alegria. Acabamos com um trauma pós-traumático sempre que algo fortemente ruim acontece, porém é raro lembrarmos de tudo de maravilhoso que nos ocorre. Um boato ruim sempre recebe mais atenção que um bom. Quando fizemos algo errado, sempre somos criticados por isso, porém raramente somos saudados quando fizemos algo certo (afinal, é o mínimo que devemos fazer). O que eu quero dizer aqui é que simplesmente, por natureza, percebemos mais o copo meio vazio do que meio cheio. Antes de aceitar a parte boa, simples e leve, pensamos em tooooooodos os riscos de problemas possíveis.

Pois então venho complementar a minha conclusão, e chego ao ponto onde tenho vontade de sair correndo e gritando: Tá tudo errado! Tá tudo errado! Parem de pensar nos possíveis problemas (que nem existem e já recebem energia útil desperdiçada). Parem de se preocupar mais em apontar os erros, criticar. Proponho a todos vocês que por um dia, apenas um diazinho, ajam diferente. Nesse dia é proibido reclamar. É proibido achar defeito. Vamos jogar o jogo do contente, igual no livro da Poliana, só por um dia. Me responsabilizo por qualquer dano que isso possa causar. Assino um contrato de proposta e se alguém achar horrível não reclamar, pode me procurar.

Elogie um estranho na rua. Agradeça um professor. Abrace uma árvore. Corra no meio da rua gritando feito maluco. Sonhe alto. E nesse dia, quando pensar em como a política do nosso país é horrível ou como o trânsito estava infernal, pense em algo de bom para tirar disto. Uma aprendizagem sobre como não administrar e um tempo a mais para ouvir música. Tentar não custa nada e eu garanto que é benéfico para a saúde.