Uma profundidade místico-desconcertante


Sensível e inebriado desta alegre sensação desvariado e tresloucado vai-me para longe a razão. A minha fiel companheira, alimentada diariamente não me deixa nem pode para não ser indiferente. Mas… sou-o de facto.

E o que estava longe está bem perto, aliás nunca saiu não me deixa ser o que sou, apenas mais um que aqui estou a deambular pelo que leio e só pelo que leio!
Nem podia ser de outro modo acontecimentos de acontecimentos que sucedem ininterruptamente até ao Acontecimento. E chego a uma conclusão, não estamos preparados para amar, o amor não se constrói como se pensa, nasce e vive-se numa profundidade místico-desconcertante.

Torna-se hoje mais fácil (prático até) o desejo superficial, este afecta apenas a extremidade do ser. Se correspondido não passa disso, se frustrado não incomoda.
Fechados numa couraça impenetrável que pouco a pouco afasta-nos da realidade imergente que é a nossa fragilidade. Vivemos sem saborear mas praticamos o carpe diem  necessário para nos sentirmos vivos sem nos comprometer, afinal não nos queremos prender.

Bom seria entender que é verdade que temos o risco do carcereiro a quem damos as chaves apenas nos prenda e nos deixe fechados. Contudo, talvez percamos a oportunidade de termos um carcereiro que se feche connosco e torne até a nossa estadia um pouco ou tanto suportável.

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