Príncipe Encantado…

Todas as raparigas procuram o seu “príncipe encantado”. Alguém em quem possam confiar, alguém que goste realmente delas, que as oiça, que as perceba e mais importante de tudo, alguém que as queira realmente perceber. Alguém que se esforce.

Durante muito tempo, eu própria procurei o meu. Andei perdida e apaixonada por alguém que não me dava aquilo que eu precisava, que estava comigo apenas por estar, alguém que não mostrava o quanto me amava e o quanto me queria por perto. Acho que posso dizer que encontrei a pessoa errada no momento certo. Estranho, não? Mas acho que foi exatamente isso que aconteceu. Eu precisava dele, precisava tanto que engoli as maiores barbaridades para que ele não se fosse embora. Ao fazê-lo errei, não com ele mas comigo mesma. Permiti-me que ele me magoasse sem fundamento nenhum apenas porque eu sentia que não podia ficar sem ele. Fui ingénua, burra e sobretudo, a minha maior inimiga. Bati imenso tempo na mesma tecla até que finalmente acordei para a vida. Segui em frente. Deixei de procurar seja quem fosse, deixei de precisar (ou de pensar que precisava de alguém) e afastei todos aqueles que tentaram aproximar-se de mim.

Deixei de procurar seja quem fosse, deixei de precisar (ou de pensar que precisava de alguém) e afastei todos aqueles que tentaram aproximar-se de mim.

Até que um dia… Um dia ele encontrou-me. Caiu de para-quedas na minha vida. Mudou a minha maneira de ver, de preto e branco passei a ver a cores. Os dias já não parecem mais monótonos e aborrecidos, agora existe alguém que lhes dá vida, alguém que me faz querer sorrir a todos os instantes, alguém que entrou na minha vida e preencheu o vazio que existia em mim, alguém que trouxe um pouco do meu velho eu ao de cima.

Apaixonei-me sem dar conta. Mas o amor é mesmo assim, imprevisível e por vezes atinge-nos tão rapidamente que nem damos conta.

Talvez agora, sem procurar, tenha encontrado a pessoa certa no momento certo.