Primeiro Amor


Houve um tempo em que eu sorria a cada palavra tua, aquele sorriso sem razão sabes? Que te tinha perto e me sentia sempre bem. Que sempre que precisava de protecção bastava correr para os teus braços e todos os problemas evaporavam. Que falávamos até um de nós adormecer. Tempo em que eu te amava de perto.

Ultimamente ando confusa, sem rumo. Porque tu em cerca de quatro meses te tornas-te a minha vida, a única pessoa com quem me consegui imaginar no futuro, o meu porto de abrigo, o único que eu amo e que talvez amarei em toda a minha vida.

Provavelmente já nem te lembras quem sou, ou apenas te lembras de mim apenas como mais uma antiga amiga. Eu sei que nunca te admiti que gostava de ti, muito menos que te amava. Tinha tanto, mas tanto medo que te afastasses… Mas isso acabou por acontecer de qualquer das formas, não foi? Sei que a culpa também é minha, tentava não me aproximar muito de ti para que não acreditasses quando te contavam do meu sentimento por ti, lembra te, era o meu medo de estar longe de ti.

Decidi me afastar porque para além de todos aqueles problemas, ver te sofrer por uma outra mulher desgastava me. Eu amava te e eu queria que me amasses também, mas eu apenas queria te ver feliz e se era com ela, que fosse. Só que ver te sofrer tanto matava me por dentro.

Queria tanto chegar a tua beira e abraçar te, dizer que sabia que não estavas bem, mesmo quando o afirmavas com os olhos molhados e saber que ias desabafar comigo. Queria estar próxima de ti mesmo como amiga. Mas nem para desabafares tu confiavas em mim.

Tentei seguir em frente tantas vezes… O problema é que nenhum é como tu. Eu sei que não és perfeito, para muita gente podes até ser teimoso demais, orgulhoso de mais, ambicioso demais, podias ser muita coisa, mas eu amava cada parte tua, eu amava os teu defeitos tanto como as tuas qualidades. Sabia de cada traço teu e amava todos eles.

O que mais doeu foi quando me afastei, sabias de tudo e nunca me procuras te, nunca perguntas te se eu estava bem ou se tinha ficado bem. Eu? Eu perguntava por ti todas as semanas, senão mais… Foi numa dessas vezes que eu soube que finalmente estavas a namorar a mulher que tanto querias e fiquei tão feliz por ti… Fiquei mesmo, porque finalmente tu estavas feliz, não era? Óbvio que me magoou, mas tu estavas feliz e isso fez uma parte de mim ficar também.

E agora estou aqui, a pensar em ti…

Porque tu para mim eras tudo, mesmo que para ti, eu nunca tenho sido nada.

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