Prazer instantâneo!

Chama-me que eu vou. E faz de mim o que bem entenderes. Sou teu, entendes, é isso que quero dizer: pertenço-te com a alma e com o corpo, e com o meu s3x* a penetrar o teu, como quando me pedias para abrandar um pouco. Ainda te sinto, devagar, a invadir-me profundamente, e a olhar-me nos olhos, com as mãos no meu peito,  e a respirar fundo um ar bem quente sobre os meus poros que se abrem para ti.

Diz-me como me queres, pede, basta pedires, e assim me terás, mesmo que seja calada, a chamar-te como te chamo quando trinco o lábio inferior. Deita-me sobre a cama e amarra-me os braços com os teus, e beija-me com todo o teu desejo na ponta de língua. E desce, vai descendo, que o caminho tu sabes, percorre-me os altos e baixos, a planície e o planalto, sobe ao pico e acaba no vale, há um rio que chama por ti. Tu sabes, devagar. Porque devagar se vai ao longe. E eu quero ir contigo.

Quero sentir o teu coração a bater, na ponta do teu s3x* erguido, e quero que lhe mostres que o céu existe, para que no fim descanse onde descansam os guerreiros. Agarra-me pelas ancas como quem agarra um volante, e acelera, pedal a fundo, até nos estamparmos juntos, meu amor. Quero-te na minha boca, como se dá compota a um bebé de oito meses, até transbordar. É a primeira coisa que aprendemos, já pensaste, a deitarmos fora o que nos oferecem com tanto amor. A tua mão sobre a raiz dos meus cabelos longos enquanto te abocanho a religião, esse Deus que tens entre as pernas e que é só meu, o único a quem me ajoelho. Desejo-te tanto, meu Deus, só tu sabes ir ao encontro da minha felicidade, a que todos temos para salvaguardar a que não nos dão, nesse teu gesto ágil com a ponta dos dedos, como só faz quem, como tu, toca piano, sem Dó meu docinho.

Odeio estar sem ti, não sentir o teu s3x* junto a mim, de acordar contigo dentro de mim, a penetrar-me a madrugada, ou de sentir as tuas mãos a apertarem-me os seios enquanto me beijas as costas e me apertas contra ti, a respirar-me ao ouvido, os outros só me deixavam papeis na mesinha de cabeceira, enquanto tu me deixas com um sorriso nos lábios, como quando me acordas com a cabeça entre as minhas pernas e eu te agarro os cabelos ainda húmidos do banho, e me lambes com esse hálito fresco de quem acabou de lavar os dentes.

Pede-me para ficar a noite toda contigo, como quando planeávamos ficar a noite acordados a ver filmes do Woddy Allen, e víamos, ainda te lembras, hás-de lembrar-te certamente, nem que seja do início, até te passar a minha mão gelada pelo pecado e as pipocas caírem, como só faz quem vai ao cinema e escolhe a fila de trás, e não é que era mesmo por trás, meu anjo, virados para a televisão, sem saber se víamos o filme ou o filme nos via a nós, agarravas-me pela nuca  e ajudavas-me a pousar o queixo sobre a mesa, puxavas-me pelos cabelo como se ficasses chateado se não observasse o filme, e eu observava, era Woddy Allen a noite inteira, ainda, chama-me  que as pipocas ficam por minha conta. Mas sabes, meu anjo da guarda, não é que esteja faminta por quem me penetre o corpo, estou é desgostosa por mais ninguém me saber penetrar a alma.

Quero-te junto a mim, abraçado ao meu corpo, para sentir o espaço que um abraço não preenche, como se sente o vento entre as frestas de uma persiana, até que o prazer fale mais alto e apenas se ouçam os nossos nomes proclamados por vozes que são nossas mas que já não nos pertencem,  e  a saudade nos aperte um contra o outro, e nos derrube, sabendo que jamais passaremos do que o s3x* sente enquanto te rasgo a mente.

O desejo engana-se com dois dedos, meu amado, só que o prazer não é meu, é roubado.