Posso não saber tudo o que sou, mas sei exatamente aquilo que não sou!

Não sou igual a todas as outras que já conheceste e das quais poucas recordações guardaste. Vou ser sincera, não sou igual a ninguém, não porque sou melhor, mas porque não esconderei os meus estranhos defeitos e manias. Não serei perfeição, verás aquilo que sou e nada mais.

Não irei sorrir se tiver vontade de chorar, mesmo não querendo que vejas as minhas lágrimas. Não ficarei calada ou responderei apenas “sim”, quando tiver dúvidas e mil e uma questões para te fazer. No entanto, se o fizer desconfia, tudo tem uma razão e a minha é o medo. Sim, o medo de te assustar com tantas perguntas ou de me baralhar a mim de tanto pensar ou ainda das tuas respostas. Vês como sou estranha… Mas no fim, mesmo com medo, e sorrindo para não te preocupar, irei fazer as questões que tanto me assustam pois eu prefiro sempre a verdade, mesmo que venha acompanhada de algumas lágrimas.

Não estarei sempre bem e contente, como se a vida fosse um maravilhoso conto de fadas. Tenho dias em que estou cansada, outros de mau humor e alguns em que a paciência e simpatia me falha. Raramente estarei cansada demasiado para estar contigo, ou de mau humor que te responda mal. Precisarei de alguns abraços e, sobretudo de ti ao meu lado nesses momentos. Nalguns irei desabafar, noutros só quererei que me deixes ficar ali, segura, no silêncio dos teus braços.

Aviso desde já que terei saudades tuas ainda antes da despedida e que ficarei triste cada vez que não me responderes. Irei ver o telemóvel dezenas de vezes à espera que sintas o mesmo e que te lembres de mim, mas se não o fizeres nunca perceberás o quanto isso é importante. Não farei nenhuma cena ou me verás cheia de ciúmes, pois acima de tudo eu me amo. Enquanto estiver contigo é porque confio ou ainda não desconfio o suficiente. Não aceito metades por medo de ficar sem nada. Eu quero-te de verdade, mesmo que não o diga, mas só se for por inteiro.

Eu irei conversar contigo sobre tanta coisa, mas em muitos momentos me calarei. É esse meu silêncio que mais diz. Ficarei apreensiva quando elogiares muito outra, terei medo que o passado volte no futuro, mas irei sempre tentar te compreender. E o meu maior problema é esperar que me leiam quando nada digo e ficar furiosa quando nada me dizem.

Isto tudo irás descobrir se assim quiseres. No entanto, se te assustares, ou não fores adepto da verdade, desiste, mas desiste já. Desiste eu sou assim, ao contrário e muito mais. Sou demasiado complexa para me entender, mas suficientemente resolvida para saber que te quero agora.

PORAna Lobo
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